Leilão de petróleo arrecada valor recorde de R$8,9 bilhões

Um novo recorde aconteceu durante a 16ª Rodada de Licitações da ANP, nesta quinta-feira (10). Foram arrecadados R$8,915 bilhões em bônus nas recentes rodadas de concessões. Dez empresas diferentes fizeram parte da proposta vencedora.

Dos 36 blocos oferecido para exploração e produção de petróleo e gás, 12 foram arrematados, 10 blocos estão localizados na Bacia de Campos. Os contratos serão assinados em fevereiro de 2020, e devem gerar um investimento de R$1,5 bilhão.

Os blocos da Bacia de Campos são considerados com grande potencial, atraíram consórcios e disputa durante a licitação.

Bacia de Campos

O primeiro setor da Bacia de Campos a ser leiloado, o SC-AP4, recolheu R$6,788 bilhões em bônus de assinatura, valor 331% maior que o bônus mínimo de assinatura. O valor adicional cobrado em operações financeiras é chamado de ágio. Houve disputa por esse setor.

No segundo setor leiloado, o SC-AUP3, houve disputa pelo bloco C-M-661, que foi arrematado por um lance de R$1,115 bilhão oferecido pela Petronas, única empresa participante do leilão que ainda não tinha contrato para exploração e produção no Brasil. Essa proposta garantiu um ágio de 545,37% no setor.

O terceiro setor, o SC-AUP4, também teve um dos seus blocos disputados. Um consórcio entre a Shell, Chevron e QPI venceu oferecendo R$550 milhões de bônus de assinatura e 206 unidades de trabalho. Esse setor arrecadou R$600 milhões de bônus de assinatura, com um ágio de 310%.

A Bacia de Santos teve lance em apenas dois blocos.
As bacias de Camamu-Almada e Jacuípe não receberam propostas, eles tinha sete blocos em uma área considerada nova fronteira, cujo leilão foi questionado pelo Ministério Público Federal (MPF) da Bahia.
A Bacia de Pernanbuco-Bahia também considerada nova fronteira não recebeu ofertas pelos seus 5 blocos.

 

 

Foto: Imagem da internet

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